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Alexandre Faria

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Género Rock

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É para lá de vitoriosa a carreira de Alexandre Faria, o novo semblante da música romântica portuguesa. Apesar de só agora se tornar figura conhecida de todo o país, este cantor já tem um percurso interessante de sucesso, que vulgo merecer especial atenção nestas breves notas biográficas.

Alexandre_Faria_012_RFoi nos arredores de Felgueiras (Rande), no dia dois de Janeiro de mil novecentos e setenta e oito, que a família Faria vira Alexandre nascer pela primeira vez. Sim, porque nascimentos Alexandre viria a ter outros!

Nascido num lar não muito abastado de posses financeiras, Alexandre era o mais novo de uma família composta por nove irmãos. Apesar de numerosos, todos eles viriam a ter uma infância feliz, repleta de momentos de amor e ternura inesquecíveis. Alexandre já nesta altura denotava uma certa queda para a vertente musical. Aos doze anos, um presente que lhe fora oferecido pelo seu pai (um cavaquinho), viria a alindar o seu contacto com a música. Ao cantar para alegrar a família em casa, acompanhado pelo som de uma viola braguesa tocada pelo seu progenitor, Alexandre ficou de tal modo motivado que começou a tocar concertina, cavaquinho e violão. Estavam, pois, dados os primeiros passos nesta vida de artista.

Mas como a música sempre foi uma constante na sua vida, decidiu, então, fazer parte do Rancho Folclórico de Varziela – Felgueiras. Permaneceu neste grupo durante um ano, o que foi, sem dúvida alguma, muito vantajoso e educativo para ele.

Ao fim de um ano, Alexandre tomara uma decisão que viria a alterar toda a sua vida. Decidido a enveredar pelo caminho que muito lhe aprazia (a música), dirimiu construir uma carreira a solo. Contou, para tal, com a ajuda do seu irmão José Maria, que o acompanhou a uma editora discográfica para que pudesse apresentar uma cassete com a sua voz gravada por cima de um instrumental dos Modern Talking. O director dessa editora ouviu com atenção esse trabalho e, impressionado com o talento e força de vontade do Alexandre, decidiu dar um empurrão na carreira deste jovem cantor. Seria, então, o segundo nascimento de Alexandre Faria.

Foi, pois, lançado um disco (ainda em vinil) que se intitulava “Deusa do Amor”, todo ele constituído por letras e músicas da sua autoria, que haviam sido compostas enquanto adolescente. Era notório e promissor o talento deste rapaz!

Aos poucos e poucos, este trabalho foi sendo dado a conhecer ao público através de diferentes rádios, chegando mesmo a ser disco de prata. Não era fácil, no nosso país, atingir tal patamar, mas Alexandre conseguiu-o. Depois deste segundo nascimento, começou a realizar vários espectáculos no país e estrangeiro (Espanha, França e Suiça). Desde bailes populares, passando por casamentos, espectáculos em bares e restaurantes, Alexandre fez de tudo um pouco.

Surgiu, entretanto, o segundo trabalho de Alexandre: uma homenagem ao cantor Dino Meira. Se até aqui a sua carreira se mostrava auspiciosa, com a saída deste trabalho tudo se começou a desmoronar. Deparou-se com diversas barreiras e contratempos, chegando mesmo a abdicar do seu sonho. Deixando de lado as cantorias, montou o seu próprio estúdio de gravação e editora, buscando, de certa forma, o cantor adormecido que existia em si. Realizou vários trabalhos como produtor de outros artistas, dos quais se destaca, pela sua imponência, uma: Célia Lawson (vencedora de um festival RTP da Canção e autora de “Eu sou aquele”, êxito dos Excesso).

Neste intervalo de tempo, havia sido lançado o terceiro trabalho do Alexandre. O público, uma vez mais, rendera-se ao talento deste artista. Renascia, assim, o alento de prosseguir o sonho por que tanto lutara…

Em dois mil e quatro, eis que teria Alexandre o seu terceiro nascimento! Lançou o trabalho “Boa Sorte” que, apesar de manter muitas das características anteriores do artista, aclarava-se mais romântico. Desde essa altura, Alexandre não mais parou. Tem feito inúmeros espectáculos pelo país, aumentando, a cada dia que passa, o seu número de fans. Os temas “Página de Amigos” e “Cartas na mesa” são os que melhor retratam o estilo musical do artista. É nestes temas que Alexandre espelha toda a sua paixão pela música. E que paixão! Tem participado em vários programas de televisão, tendo sido homenageado com um programa especial sobre a sua carreira no Canal Viver e também no Canal RTV (Regiões Televisão) Nestes programas passaram grandes nomes da música portuguesa, tais como Emanuel, José Alberto Reis, José Malhoa, Nel Monteiro e um grande senhor, com sotaque brasileiro, chamado Netinho.

Desde o ano 2005 que Alexandre está ligado a produção de programas de televisão, sendo também actor e tendo entrado em 2 telenovelas da TVI “Deixa que te Leve” e “Mar de Paixão”.

Mas inovar é preciso… Por esta razão, Alexandre está a desenvolver um novo projecto com uma editora de grande expansão no mercado (Discodouro) que acaba de lançar os o seu mais recente Cd intitulado curiosamente “Boa Sorte”, dando seguimento ao lançamento anterior que não foi bem distribuido. Este trabalho discográfico está recheado de novas e grandes musicas que seguem um estilo romântico, contendo, contudo, algumas faixas com ritmos dançantes.

Relativamente ao carisma do cantor, posso afirmar que nada mudou. Alexandre continua a ser um homem romântico e solidário, que gosta de levar uma vida simples perto da família e dos amigos. Sempre disposto a levar alegria com a sua música, participa em vários eventos de solidariedade social, desenvolvidos para amenizar o sofrimento humano. Para este cantor, um sorriso no rosto das pessoas é o bastante para se sentir reconhecido pelo seu trabalho.

Assim é o nosso Alexandre…

 

Texto: Prof. Joaquim Vitorino Bernardo Cardoso

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0 out of 50 out of 50 out of 50 out of 50 out of 5 / 0 out of 50 out of 50 out of 50 out of 50 out of 5 Adicionado em 04 Outubro 2010
Data de Lançamento 0000
Formato CD
Tipo Popular
Género Mundo. Popular

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