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ABRIL Fado Atlântico |
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ABRIL Fado Atlântico - A História O grupo começa a sua caminhada no dia 14 de Junho de 2007, apresentando-se ao público no Auditório da Casa da Cultura de Fene, um dos onze Concelhos da Província da Corunha, onde foram muito bem acolhidos pelo público assistente. A sua formação original era constituída por: Daniel Adzemian na guitarra Portuguesa e coro, José Miguel Calabuig na guitarra clássica (viola de fado) e Sara Barinaga, a voz solista. Desde o inicio que houve um equilíbrio, e o papel de cada membro do grupo, surgiu assim de forma natural, sendo que a liderança foi assumida por Daniel Adzemian, que tomou a seu cargo a bus
Para Daniel Adzemian, guitarrista e compositor, o fado, bem como a guitarra Portuguesa, eram um desafio, pois a experiencia musical neste género musical limitava-se a uma breve intervenção no disco “Para Miguel” da cantora “Ferrolana” Maria Manuela, com a gravação de dois fados e uma bossa nova. No caso de Calabuig, saxofonista de profissão e guitarrista por vocação, o grupo, era um bom pretexto para desenvolver os seus conhecimentos de guitarra e colaborar estreitamente num projeto que, desde o inicio lhe causava muita ilusão. Por seu lado, Sara, desde logo descobriu que o fado, era um género musical que mais do que o simples facto de o cantar, era um prazer que o ouvido agradecia. Com todos estes ingredientes, surgiu em palco a química e, o grupo começou a sua caminhada. Durante o primeiro ano de digressão, foram fundamentais os concertos (sete no total) realizados na Garrafeira “Nicasio Pérez”, que levou a que o grupo se tornasse conhecido em Ferrol. Destaca-se a actuação na “Escola de Idiomas” local onde o grupo tem uma grande receção por parte do público. Os “Abril” atuam pela primeira vez fora da Galiza na cidade de Salam Desde os seus primórdios que os “Abril” delinearam o seu trajeto em torno ao Atlântico, tendo por base o fado, abordam melodias de diferentes culturas Lusófonas, bem como versões conhecidas de temas mais ou menos populares no mundo Latino, sempre com o idioma Português como fio condutor, amparado pela sonoridade e estilo de fado e abordando também temas instrumentais clássicos de Portugal, Brasil e outros Países Latino-americanos como Cuba e Argentina, sem esquecer, por suposto, o fado de Amália Rodrigues” ou o mais contemporâneo repertório de fadistas como Mariza, Mafalda Arnauth ou Katia Guerreiro, entre outras, também conhecido por “Fado Novo”. Durante o Verão de 2008 aparece Emanuel Soares, um fadista Português de Peniche que por essa altura residia na Corunha. Conhecedor do fado e possuidor de uma voz potente e harmoniosa, se incorpora à formação acrescentando-lhe a mais pura essência do fado, transpirando magia, trouxe consigo muitas mais-valias no que a este género musical se refere.
A 26 de Setembro de 2008, junta-se ao grupo o contrabaixista Dani Pérez, este novo instrumento, aliado ao entusiasmo do músico, que apesar de jovem é entusiasta dos ritmos latinos e da música instrumental, dão aos “Abril” uma nova dimensão musical. Durante esse ano de 2008, juntam-se também embora que de forma esporádica duas novas vozes femininas, Sara de Sousa e Tita Lijó, o que permite aos “Abril Fado Atlântico” recuperar em parte o reportório, facto importante para a identidade do grupo e para o reforço da sua essência. Embora nenhuma de elas por razões de trabalho possa integrar os “Abril” de forma permanente. Até que em finais desse mesmo ano, mais precisamente a 20 de Dezembro, Noelia Santos, a actual voz do grupo, faz a sua aparição na sala Jazz Vides da Corunha, juntamente com os “Abril”.
Por razões de trabalho, Emanuel soares regressa a Portugal em 2009 e as suas aparições tornam-se esporádicas, acabando por não participar na gravação do primeiro trabalho discográfico levado a cabo pelos “Abril” cuja gravação, aconteceu qual relâmpago, nos dias 6 e 7 de Março numa unidade móvel da rádio Galega e contando com a colaboração de Maria Manuela que interpretou o tema “Coimbra”, fado popularizado por Amália Rodrigues para alem de outros artistas. Nesse mesmo mês de Março, mais concretamente a 26, há a destacar a actuação efectuada em Ferrol no “Torrente Ballester”, capela do antigo hospital da Caridade, transformada em auditório, pela sua especial e excecional sonoridade, o que muito favorece a música acústica. É aí que se começa a delinear um rumo mais contemporâneo da musicalidade dos “Abril”, o que contrasta com o reportório mais tradicional, sendo que é a vocalidade aportada por Noelia a marcar o antes e o depois no que à coes O grupo começa a notar o empenhamento de Noelia que para além de possuir, devido ao seu registo vocal uma facilidade especial para os registos agudos, marca a diferença para os outros cantores ao comportar-se nos ensaios como um músico mais. A atuação obtém um grande êxito junto ao público de Ferrol que assim começam a conhecer os “Abril Fado Atlântico” mais a fundo e a segui-los de forma regular. O lançamento do disco foi no dia 12 de Junho de 2009, na Escola de Idiomas de Ferrol, contando com as vozes de Maria Manuela, Emanuel Soares, Noelia Santos e como não podia deixar de ser, com os músicos Daniel Adzemian, José Calabuig e Dani Pérez. Também participou a poetiza “Ferrolana” Aurora Varela, que recitou versos de José Luís Gordo, enquadrados dentro da poesia “Senhora do Livramento” cantada por Emanuel à “capela” (melodia interpretada sem acompanhamento instrumental n. t.) estilo típico do fado mais emotivo e tradicional, sendo pos teriormente aconpanhado pelos instrumentistas no tema “Marcha do Marceneiro”. São interpretadas pelo grupo outras melodias do disco tais como, “Lisboa Antiga”, “Tico Tico no fubá” (versão tango chorinho) e dois temas de Daniel Adzemian “Eu não vou ser” (originalmente “No seré yo”) e o instrumental “Pazo da Merced” que dá título ao CD bem assim como outras canções. O Grupo já com o CD editado, inicia a visita a cenários mais “interessantes”, como é o caso da FNAC da Corunha, para além de apresentar o disco em Portugal, atuando na FNAC de Santa Catarina na Cidade do Porto e no espaço cultural “Maus Hábitos” na mesma Cidade Portuguesa: toda uma experiencia impensável, a de tocar no País do fado, mas como seria de esperar o grupo é recebido com muito carinho. Os “ABRIL Fado Atlântico”, prosseguem a sua digressão actuando em diversos palcos de diferentes carateristicas, até ao dia em que se sentiram profetas na sua terra, atuando no “Teatro Jofre” no dia 11 de Outubro, durante o qual cabe referenciar o momento caricato que viveram, em que tiveram que imprimir os bilhetes no próprio local, uma vez que estes não estavam à venda em todas as localidades. Por este motivo, o inicio da atuação atrasou meia hora - havia uma fila com um número considerável de pessoas - e o local ficou totalmente cheio. O grupo grava a atuação em direto, na qual in O reportório de temas inéditos, tanto instrumentais como com poesia de Aurora Varela, torna-se fundamental para o reportório do grupo passando a ocupar um lugar preponderante em 2010, onde se destacam atuações en diferentes palcos dos circuitos como o de Agadic ou da “diputación“ (Assembleia Legislativa n. t.) da Corunha, destacando-se salas como o “Auditório pintor Llorens” e o “Fórum metropolitano da Corunha). Em finais de 2010, junta-se ao grupo, a contrabaixista Laura Garrido, que realiza a sua primeira atuação a 21 de Setembro com apenas 17 anos, numa gala benemérita organizada por “Afal Ferrolterra”, na “Fundação Caixa Galicia” no Cantão de Ferrol, dá aos “Abril Fado Atlântico” uma lufada de ar fresco. A 11 de Outubro, regressa como convidada Sara de Sousa, no inicio da segunda volta do festival “Culticipando”, em San Xoán de Filgueira, Ferrol, o grupo estreia novas canções inétidas, tanto instrumentais como cantadas por Noélia e Sara. Continuará…
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24 Janeiro 2011